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Post: Quem pode ser apoiador e quais são suas responsabilidades?

Pessoas de confiança conversando e oferecendo apoio na tomada de decisões importantes da vida civil.

Quem pode ser apoiador e quais são suas responsabilidades?

Na tomada de decisão apoiada, os apoiadores desempenham um papel fundamental: auxiliar a pessoa na compreensão de informações e na tomada de decisões importantes da vida civil, sem substituir sua vontade.

Por isso, é comum surgirem dúvidas sobre quem pode exercer essa função, quais são as responsabilidades dos apoiadores e quais limites devem ser observados durante sua atuação.

Quem pode ser apoiador na tomada de decisão apoiada?

A lei estabelece que os apoiadores devem ser pessoas idôneas e de confiança da pessoa apoiada.

Não é obrigatório que sejam familiares. Amigos próximos e outras pessoas de confiança também podem exercer essa função, desde que exista uma relação de confiança entre eles e a pessoa que receberá o apoio.

Além disso, os apoiadores são escolhidos pela própria pessoa interessada, que indicará quem considera adequado para auxiliá-la em decisões importantes.

Quantos apoiadores são necessários?

A legislação exige a indicação de, no mínimo, dois apoiadores na tomada de decisão apoiada.

Dependendo das circunstâncias do caso, a pessoa poderá indicar mais apoiadores, desde que sejam pessoas de sua confiança e que estejam aptas a exercer essa função.

Qual é a função do apoiador?

A principal função do apoiador na tomada de decisão apoiada é auxiliar a pessoa na compreensão e avaliação de decisões relevantes da vida civil.

O objetivo é fornecer apoio, esclarecimentos e orientações para que a pessoa consiga tomar decisões de forma mais segura, consciente e informada.

Esse auxílio pode envolver, por exemplo:

  • compreensão de contratos;
  • questões patrimoniais;
  • decisões financeiras;
  • análise das consequências de determinados atos;
  • avaliação de opções disponíveis em situações importantes.

Os apoiadores devem atuar com boa-fé, respeitando a vontade, a dignidade e os interesses da pessoa apoiada. Sua atuação deve ter como objetivo auxiliar na compreensão das informações e na tomada de decisões conscientes, sem exercer pressão ou substituir as escolhas da pessoa.

Os apoiadores tomam decisões pela pessoa?

Não. Na tomada de decisão apoiada, a vontade da pessoa apoiada deve ser sempre respeitada.

Os apoiadores não substituem a pessoa e não passam a decidir em seu lugar. Seu papel é orientar, esclarecer dúvidas e auxiliar na compreensão das informações necessárias para a tomada de decisões.

A decisão final continua sendo da própria pessoa apoiada.

Os apoiadores podem administrar os bens da pessoa?

Não automaticamente. A tomada de decisão apoiada não transfere aos apoiadores o controle do patrimônio, dos bens ou da vida da pessoa apoiada.

A função dos apoiadores é prestar auxílio na tomada de decisões importantes, e não administrar recursos financeiros ou substituir a vontade da pessoa.

Quais características um bom apoiador deve ter?

Como a escolha dos apoiadores é feita pela própria pessoa interessada, é importante que sejam escolhidas pessoas que transmitam confiança, respeito e responsabilidade.

Um bom apoiador deve estar disposto a ouvir, esclarecer dúvidas e auxiliar na compreensão das informações, sempre respeitando a vontade da pessoa apoiada.

A relação de confiança é um dos elementos mais importantes para o sucesso da tomada de decisão apoiada.

O apoiador pode ser removido?

Sim. Caso exista conflito, abuso, quebra de confiança ou qualquer situação que prejudique a pessoa apoiada, a situação poderá ser analisada judicialmente.

Além disso, a própria tomada de decisão apoiada pode ser modificada ou encerrada, conforme as necessidades e circunstâncias do caso concreto.

Conclusão

A escolha dos apoiadores deve ser feita com responsabilidade, confiança e atenção às necessidades da pessoa apoiada.

A tomada de decisão apoiada busca garantir proteção sem retirar a autonomia da pessoa, permitindo que ela continue participando das decisões sobre sua própria vida com o auxílio de pessoas de sua confiança.

Por isso, compreender quem pode ser apoiador e quais são suas responsabilidades é essencial para que a medida cumpra sua finalidade de promover apoio, inclusão e respeito à autonomia da pessoa.